quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Vozes




O brado de tantas vozes
Que gritam anseiam velozes
Por ecos extensos
Em cordas de violino suspensos
Pelo som que não se liberta
Que a alma muda aperta
No coração que se retesa
De sangue e canção
Aquela que toca piana de emoção
Que abala estremece a estruturação
Que pouco a pouco se despede
No destruído da propria destruição
Que cantem enfim alto
Diante desse enorme salto
Da cárcere de um só
No silencio guardado em nó
Desfeito devido em cinzas
Restias vãs perdidas em Pó...

Sarah Moustafa

2 comentários:

  1. Querida amiga Sarah !

    Belíssimo poema. Gostei muito. Está de parabéns.

    Beijos de luz !!!

    POETA CIGANO – 05/01/2013

    http://carlosrimolo.blogspot.com

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