sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Diário Dos Arruinados- VIII






Sim é de manhã e depois e se não me apetece levantar, tal como não me apetecia deitar, que mal tem, que dirás tu contra o que faço?

Que problema existe em ser desta forma ociosa e acordar com o que sou?

Inveja direi, que é esse, o problema desta gente!

Sempre tão preocupados com as pressas que nem um orgasmo se atrevem a ter e a saborear como um deleite, que é, da natureza.

Sou a geração imprestável, que nada faz?

Deixa-me ser, deixa-me no meu canto sossegado porque de mal ou menos, farei algo que nunca te atreverás a fazer.

E porquê? Perguntam me em tordos de voz resumindo-se á sociedade cava em que vivemos.

Porque eu penso.

Esta geração, que são ocasiões e manifestações sempre avessa às anteriores, faz o que vos faltou, o que vos passou ao lado e por isso, encontram se na situação em que se encontram, nos sublinhamos no devido exacto direito ao exercício do pensamento.

Que trabalho melhor queres que senão este?

É porque posso estar arruinado, mas antes de o ser, no estado em que vocês mesmos nos catalogam, sou divinamente abençoado!


Sarah Moustafa








2 comentários:

  1. A pressa nos tem matado aos poucos e aos lotes, somos impelidos, diariamente, a fazer tudo rápido e prático: somos fast food, ou querem que nos entendamos assim. É mesmo uma lástima.

    Parabéns pelo texto Sarah!

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  2. E que mal tem, afinal, sermos quem somos?!?

    Adorei ler estes diários, espero que tenhas por aí mais páginas para partilhar!

    São textos a que não é possível ficar indiferente, parabéns pelo talento enorme e pela sensibilidade ao que se passa, por aí, nas almas!

    Beijinhos

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