terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Leva-a




Leva-a contigo ciente de tudo, para que o nada falte.
Ciente do não que se quer sim, crente no sim que treme na negatividade.
Leva-a contigo no rasgo da manhã, solta-a aos ventos do entardecer, assim retornará ao cair da noite.
Cai a noite mas dá-lhe o Dia, rouba as estrelas,guarda-as no bolso, mostra-lhe em segredo. 
Da-lhe enredo.
Fá-la duvidar dela mesma, fá-la estar certa de si, de ti.
Puxa-a do centro, degusta-lhe o momento.
Lê-lhe as linhas, decifra as cruzadas.
Proclama que nada sabes, mas sabes.
Escreve sobre o amor, toca-a sem pudor.
Corta a lenha para a paixão, da-lhe risos de compreensão ao que não compreendes.
Deixa-a ir... Deixa-a a voltar.
Que liberdade de amar não é clausura de cama, de pernoitar, é de tanto e tão pouco que se sabe, é eléctrico desassossegar é partida de amparar.
Ela vai contigo, Se tu fores com ela.
Ela vai contigo, como um melhor amigo...
Segreda-te maliciosa ao ouvido,
Os segredos e benesses de se estar perdido!
Acompanha-a. Ela já, sem saberes, te acompanha a ti.
E o para sempre não será só mais uma frase
Será paz, queda de junção em Catarse!


Sarah Moustafa

1 comentário:

  1. É uma linda descrição do amor, esta! E do como os antes se começam e se acabam em perfeição!

    Gostei muito (até o partilhei, espero que não te importes ;) )

    Beijinho

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