quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Happy New ( YOU ) Year !



Não acredito em anos completamente bons ou completamente maus.
Acredito em circunstâncias que de uma forma mais ou menos dolorosa nos proporcionam , se assim quisermos, um enorme crescimento pessoal.
Então da quietude dos dias mornos ás tempestades viscerais pelas quais passei , a natureza dos ciclos, do tempo efectua-se na perfeição .
Pessoas entram, pessoas saem.
Eventos interessantes, eventos aborrecidos.
Ora arde ora cura !
Continuam a fluir uma torrente de perguntas mas , a ausência de uma resposta externa , pacifica-se ao seu ritmo lento e determinado.
Reformular toda uma programação , enraizada na nossa psique, é tarefa árdua !
Admito!
Sobretudo para quem tem um desassossego energético acentuado, mas confirmei, com uma enorme satisfação pessoal, de que é possível !
Apesar de saber, já há bastante tempo, os passos que precisava de tomar para uma libertação de condicionantes destrutivas, foi apenas este ano que tomei o verdadeiro passo de acção para enveredar num caminho mais consciente e integrado com a minha vontade pessoal.
Existe cerca de metade de nós que não somos nós, sabiam ?
São dogmas, crenças limitadas , sistemas de valores, programações infantis, traumas emocionais e / ou psicológicos que agem, falam e sentem por nós, abafando, muitas vezes, com severidade a outra metade da nossa essência mais pura e vital.
Atrasando sucessivamente o caminho em direcção ao nosso propósito nesta realidade física.
Então mais do que reconhecer temos de agir, dar passos reais e concretos nesse caminho evolutivo.
E eu dei ! ( Fucking proud of myself ! =D )
Para que possamos emitir uma vibração energética de acordo com as pessoas, circunstâncias e desejos que pretendemos atrair para a nossa vida.
Foi um ano interessante de muita reflexão interna, de muito confrontar com o lado menos bonito da rapariga que me olha de volta no espelho.
Foi um ano de reencontros e separações
Percorrido entre lágrimas a sorrisos, a acenos de despedida a abraços e beijos apertados.
Foi um pouco de tudo de bom e de mal, como é sempre necessário.
Sinto uma enorme gratidão por todas as pessoas que de uma forma ou outra contribuíram para esse empurrão para a frente.
Sinto uma enorme gratidão por as todas as situações que me obrigaram a SER .
Sinto uma enorme gratidão por ter este espaço onde partilhar os meus pensamentos com cada vez menos medos e filtros .
Sinto uma enorme gratidão por estar aqui e ao universo que nos sincroniza com as suas mensagens de sabedoria.
Obrigado!
Que este novo ano seja sobretudo um período de descoberta, amor e compaixão para contigo mesmo !
Que saibas ouvir-te, olhar-te, tocar-te.
Que saibas sentir-te, pensar-te e perdoar- te.

Que saibas encontrar a força, a coragem e determinação para não desistir dos sonhos que te alimentam a alma.


Happy New ( YOU ) Year !

<3











Sarah Moustafa

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

THE day .











Today is THE day.
It's hard , you know ?
To take actions that are right for your well being but that sting in the heart .
But after all this time what does the heart really know?
It's broken strings , it's damage beyond measure can not be trusted.
Today is the day I let my spirit guide me through my mind.
The heart needs healing and it's still a long road to go .
But today is the day I make that first step.
But it's so hard, you know ?
To be left alone facing demons nobody would ever wish to know.





Sarah Moustafa

domingo, 28 de dezembro de 2014

Stuck



A badalada soou no compasso da noite que se repete.
Evocam as histórias de encantar onde o final nunca é feliz.
As trevas não cedem o lugar para onde a luz nos convida.
O caminho não se expande ao recomeço da novidade.
Volta sempre ao mesmo.
Marca a hora da repetitiva saudade
O ciclo é vicioso ou o vicio demasiado delicioso ?
O silêncio não se cala.
O grito sempre demasiado longe, não se ouve.
O chão cede e  o ar extingue-se .
Não se respira .
Não se morre.
Os ponteiros marcam uma hora diferente mas o relógio não avança.
O inconsciente esconde-se  e a perversão ascende .
A paranóia absorve, a escuridão adensa-se .
Tantas as palavras e todas se repetem .
O ser diminui-se á sombra do que não é .
A luz queima .
Voar demasiado perto dela é arriscado .
A calma não se toca .
A pele não se descama .
Que tortura viver a vida que não se vive .
É preciso coragem para te largar no mesmo abismo onde me deixaste .
Espera ...
Mentira .
Não vale a pena acusar te injustamente .
Eu sempre estive lá .


Quiseste foi acreditar que não.










                                                        Sarah Moustafa

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Que se lixe .



Não é suposto entender.
Pois não?
A forma como alguém nos entra no coração , o quebra e nos deixa sem reacção.
E com mais certeza do tamanho do amor e da dor.
Que se lixe a teoria que o amor não dói.
Alguém que passe por uma história em que a Vénus encontra o seu Plutão.
E retire a sua conclusão .
Que se lixe a teoria que o amor não nos consome e devora.
Que se lixem todas a teorias sobre o assunto.
As emoções sentem-se na prática.
Todos os dias,
Toda a hora.
E é por isso mesmo que não se entende não é?
Que racionalidade poderia caber dentro de tamanha, constante contradição ?
Deixem-me em paz com os pensamentos absurdos que me assolam.
Com as lágrimas que caem ou sorrisos que saem.
Deixem-me em paz com as memórias constantes e assombração dos devaneios.
Não é suposto ser de forma diferente ou seria igual a todos.

Mas não sou , pois não ?













Sarah Moustafa 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Intervalo





A cartas lançadas na mesa
estão dispostas
Mas nunca estiveram destinadas
Joga-se com incertezas
nas apostas reclamadas
Caem-te no chão 
As fantasias nomeadas
Partiu-se a bola de cristal
O futuro não quer que saibas nada.
Já sabe que ainda não é tempo.
Há informação
 que nos faz mesmo mal.
Dá-te a venda e a trégua
De duas espadas 
Que se cruzam nalgum ponto cardeal
Fecha a porta á cartomante
Segue por outra estrada
Pára e pensa.
Pensa e pára.
Segura o silêncio de diamante
Onde equilibras a dor.
Porque cada vez que respiras fundo ...

Há tanto que sara .









Sarah Moustafa









terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Quantas vezes tenho que (me) dizer ?




Vá lá.
Pára.
És melhor do que isto.
és tão melhor do que julgas.
Porque te limitas?
Porque te criticas?
Porque és severa com o que devias ser branda e vice versa?
Chega de ter medo.
Chega de não viver
Chega de tudo o que ainda dói e não devia doer.
Apenas Chega.
Repete estas palavras todos os dias, repete-as exaustivamente, até que deixem de fazer parte de ti mas tu delas.
Sê tu o pai, o chefe, a autoridade de ti mesmo.
Agarra nesse ceptro , senta-te no trono do teu poder pessoal e apenas IMPERA.
E depois se o passado te foi cruel?
E depois se não tiveste nada daquilo que achas que deverias ter tido?
Sim e depois?
Mais cruel é o que escolhes fazer contigo todos os dias.
O passado é história que te condiciona porque assim o permites.
Porque é mais fácil e perversamente confortável, continuares deitada em todo o lodo da tua memória.
É mais fácil ser vitima.
Ser mártir do tempo e circunstância.
Já passou. Passado. Finito.
Chega. Acorda. Desperta.
Olha o que te rodeia.
Perdoa,
Muda tudo aquilo que podes mudar.
Que é só TUDO.
Tudo mesmo o que quiseres.
Sai da estação e entra-me no raio do comboio!
Deixa que ele te leve onde é suposto ires.
Não importa se não sabes para onde, apenas entra e logo vais descobrir.
Se te escrevo isto é para que te leias.
Repara que nada do que digo está ausente de ti.
Tu sabes.
Tu sabes que chega.
És tu e o teu inconsciente que se procuram em tanto desencontro,
Há uma ultima oportunidade nas infinitas possibilidades.
Chega.
Levanta-te e descobre tudo por ti.


E por MIM.










Sarah Moustafa





segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

A última etapa




Falta Perdoar-me.
Sim.
Só falta isso.
Perdoar todos os dias em que lentamente me dei.
Os nove ao que ao teu lado me deitei.
Falta-me a dimensão do corpo que me tiraste
E eu deixei!
Falta-me a voz com que me beijaste
E eu não recuei !
E aquele sonho por onde me olhaste 
E eu apenas te imaginei
Falta Perdoar-me
A mais bela mentira em que alguma vez acreditei.

E para mais merecia tudo...
Tonta !
A realidade mostra-se num segundo
A verdade não faz parte do teu mundo.

Ainda falta...Tudo isso.












                                                         Sarah Moustafa


domingo, 14 de dezembro de 2014

Iceberg





Não existe mais tempo para gastar naquilo que me faz recuar.
É hora de segurar as rédeas do que me foge.
O labirinto desfez a brincadeira já sem graça.
Não me prendes mais,
Liberto-me do jogo onde a regra é batota
Da prateleira onde a boneca deita-se e chora
Chega de viver sempre a mesma anedota
O vulto vai-se mesmo embora !
Não existem mais cartuchos para usar
E vidas alheias com que me preocupar
Não...
E sim , sei o que estás pensar.
Egoísmo é não colocares limite no que deixas
Que te leve sem nunca te entregar
Arrogância é não saber a besta dominar
Chega,
Agora jogo é a força
Despida de vergonha
Cai a estrela e eu ocupo o meu lugar
Não existe mais tempo para não me amar.

Tenho pena.
 (Só que não )
De quem um dia achou que o silêncio
É o mesmo que calar.
Só do fogo se fala...
Mas o gelo....
Esse é que sabe como queimar.













Sarah Moustafa 

sábado, 13 de dezembro de 2014

It's such a sad day



Hoje é um dia triste.
Subitamente a morte bate-nos á porta, mesmo não sendo á nossa.
Ecoa , sabe-se lá bem como ou porquê, bem fundo do teu ser.
Acordas com a sensação infinita de potencial e logo chega a verdade cruel da nossa realidade física.
O dia amanheceu triste .
Chove-nos o céu carregado , cinzento, desassossegado em compasso com a dureza que por vezes este mundo nos traz.
Somos todos mortais.
Acabaremos todos da mesma forma.
Não deveria ser isso o suficiente para percebermos a dimensão do tempo, que não temos, perdido em conflitos, egos, orgulhos desnecessários?
Conseguimos ser tão brilhantes e tão estúpidos...
Não vivemos nada . 
Não aprendemos nada.
Só a arte nos bafeja a ilusão de vida na sua criação.
Hoje é um dia triste.
E aceito que até estes dias têm a sua informação de beleza.
Que as despedidas são uma nova forma de encontro.
Que nada acaba realmente.
Mas ....

Dias como este custam.
Não há iluminação, sabedoria, espiritualidade que cheguem para desatar o nó que se cria.
Mesmo á curta distância de um até já!

<3



António Rosa 
Obrigado por toda a partilha de conhecimento .
http://cova-do-urso.blogspot.pt/








Sarah Moustafa

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Cliché




A cegueira dos dias 
partem para longe do alcance
Onde a luz é mentira
Foi sempre mentira
Forjou-se Sol
Numa das Fases
Lua Mentirosa
Trapaça
Máscara Perigosa !
Chega de Ilusão...
Aparta-se a névoa
Não sobrou mais nada desse Coração ,
Ainda Bem !
O castigo estremece-te a alma
Beija-te o hálito de destruição
Para que saibas
O caminho da salvação.
Ainda bem  !
Que te mentiu
Que foi o ultimo que assim te viu
Olhou mas não viu nada
Tentou é claro
A noite era demasiado
( É sempre )
Bastou o susto
E revelou a verdadeira cara...
E todas as certezas?
Para onde foram camarada ?
Filosofias debitadas...
Histórias de cama...
O tal grito da natureza...
Tanta história encantada...
Caíram-te na lama?
O engodo
A novela
De repente
Apagou-se a chama
Cliché
(Come on...)
A sério?
Sempre a mesma trama... ?


Bastava-me a verdade.




Sarah Moustafa

domingo, 7 de dezembro de 2014

Essa filha da ...


Dou semanas ao mundo que nos levou.
Dou-nos a promessa falhada de um encontro á mesma hora, naquela estrada.
Dou tudo que cabe dentro deste grande nada.
As horas avançam no relógio estragado.
Ainda funcionam, malditas... até essas fugiram do nosso lado.
Rego raízes mas a planta nunca desabrochou.
Das mãos ainda nascem as mesmas emoções, só aqui o tempo não chega.
Só aqui mesmo acredito que não estou cega.
Aqui , verdadeiramente, sei que estamos seguros,
Aqui a trama só a mim me cabe.
Quedam-se todos os muros.
Aqui nada acabou.
Aqui a ilusão também me amou.

Ainda dou semanas ao mundo que nos magoou.


Masoquismo é a velha forma de amar, esse filha da ... , que não nos quer largar.









Sarah Moustafa

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Agora, sabes.





Ninguém te sabe a pele
Ninguém te sabe a dimensão de galáxias , a profundidade das emoções e o vazio de pensamentos.
Tantas vezes , tu própria, finges que esqueces a imensidão do brilho que te rodeia.
Vezes demais, escoa para tão longe, o potencial de que te falam.
Tu não queres palavras, já as tens em supremacia.
Olham-te de relance e afirmam convictos que sabem lidar contigo.
Olham outra vez e o dano sobrepõe-se a linguagem do reparo.
Vão embora.
Vão sempre embora.
E a viagem por esse universo, reduzido ao teu nome, adensa-se.
Descobris-te um lugar onde o choro já não acontece e a mágoa não fere como antes.
Já sabes aceitar , já sabes confortar no regaço da tua criatividade a mais feroz das revoltas.
Essa pele de que ninguém sabe, expandiu-se a outros códigos estrelares.
Para tão longe e diferente que até a ti te custa lá chegar.
Até a ti, por enquanto, custa-te conectar com tamanha transformação.
A depressão aniquilou-se com a mais depressiva das situações.
Fez ricochete e esta já não te domina.
Ansiedade alivia-se no foco de silêncio que a lua te evoca.
Há tanto que se perde na tradução.
Deixas-te de te preocupar e flutuas no caos , ao ritmo da mesma canção.
Só que agora ouves.
Existe tanto que ninguém te sabe.
Continua a doer,
As partidas inesperadas continuam a fazer te sofrer.
Só que desta vez, respiras-te força , engoliste angustia, largaste a falta de sentido aos céus.
Encolheste os ombros ( que é como quem diz o coração)

Porque já aceitas.... que não há nada que possas fazer.







Sarah Moustafa

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Silence Treatment




Got stuck in your head
Didn't it?
The magical sight of someone
Bigger than a man ...

Got Stuck in your heart?
Didn't it?
The taste of eternity
Suddenly shattered in a moment
Three swords and a shadow tearing
An illusion apart
It was never meant for us to touch infinity...

Got stuck in your soul
Didn't it?
The wish that always, almost ,
Comes true
Fell so hard into the tiny little gap
Where love is nothing
But a void letting you feel blue
What's left ?
All the doubts struggling on your lap !
Where did all the certainties go?
Why a silence treatment
When all we needed was just to say no.

Got stuck with your own luck
Didn't you?








                             

                                                           Sarah Moustafa

sábado, 22 de novembro de 2014

A ilusão




As lágrimas prendem-se no seu vidro de água.
Chorar é perder o tempo que não se tem, agarrar-se á ilusão que não existe e ao espaço que não a permite.
O orgulho vocifera a bestialidade da sua pretensão e procura a força na mágoa que sempre resiste.
Acciona-se a negação sobretudo quando se diz aceitar.
Mergulha-se fundo no escape que não permita a expansão do que ainda te domina.
Do que te escraviza e põe de joelhos, admitas ou não.
Vejas ou não.
Afinal ainda não estás a olhar.
Nesse oceano flutuamos em todas as incoerências da nossa condição, somos mártir e salvador no mesmo segundo.
Herói ou vilão transformados á distância de um pensamento.
Sofre-se mas larga-se a gargalhada funda.
A máscara é de veludo tem tamanha suavidade ao toque, não queremos tira-la.
Nunca já ali.
" Deixa-me continuar alimentar essa magia, não me decepciones, não ainda."
A existência sufoca-se na quietude e no silêncio.
Nas pausas que não têm que haver.
A totalidade de um poder em queda na memória da vulnerabilidade.
É tão frágil seres verdade.
Caem as peças em perfeito rodopio de dominó, gira a roda para o lado da mesma fortuna.
Larga-se o louco á estrada.
Começa tudo de novo.
Os passos da fachada , uma fuga, uma queda e de novo a procura de liberdade.
É tão triste e tão belo que escreve-lo traz me as lágrimas aos olhos.
Mas...

Chorar faz-se por dentro.










                                                          Sarah Moustafa

Porque as palavras falham #16




Obra de Esao Andrews - House of Mystery.



Mas as imagens não.



Sarah Moustafa

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Nexo ?


.

.
O cigarro fuma-se.
O copo enche-se.
E a sucessão de duvidas permanecem fieis
 a quem ousou, um dia, acreditar na certeza.
A neblina mantém-se.
A sombra esvai-se.
O paradeiro encontra-se.
A mulher despiu-se.
O homem partiu, leva-lhe a alma e não se despediu.
Perderam-se no encontro improvável da multidão.
O silêncio ergue-se muralha
As pálpebras pesadas dentro da solidão
Segredam-lhe amor
Mas morrem ainda na paixão.
O cigarro apagou-se.
O copo partiu-se.
Um dia...
Um dia sim, o enigma vai me sorrir das mãos
E mostrar-me tudo o que não disse.
.


Dá-me a verdade do que dói.










                                                        Sarah Moustafa



Ups #7
















Sarah Moustafa

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Declaração X



Houve um tiro no escuro no dia que dissemos sim, podemos fazer parte deste mundo.
Não somos daqui que raio queríamos senão a loucura de procurar uma vida inteira num mero segundo?
A morte lenta riu se connosco, segregou nos veneno no dia que deixamos de ser corpos.
Acreditamos, voámos alto e já estávamos em queda livre antes do verdadeiro salto.
A sentença firmou-se.
A terra abriu se e o céu fechou-se.
Nós na mira do assassinato, consumado na sua própria mentira.

Isto não é para nós.
E não é, mas a a verdade é só consequência de um tempo que não nos chega.
De uma previsibilidade que nos renega.
E essa hora ainda demora.

Quisemos nascer para logo morrer e porquê?


Já sei mas não quero ouvir.
Não quero ouvir que era por isso mesmo.


Para te ter aqui.










                                                          Sarah Moustafa



segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Porque as palavras falham #15









Mas as imagens não.






Sarah Moustafa

Diz-me




Cada vez menos para dizer.
Cada vez mais para pensar.
A vida segue.... e tu sempre no mesmo lugar.
Cada vez menos para entender.
Cada vez mais para aniquilar.
A morte ceifa o peso de tudo que tens para dar.
Cada vez menos para escolher.
Cada vez mais para alcançar.
A luz queima te os olhos
Afinal eles ainda não sabem olhar.
Será que alguma vez se irão encontrar?

Diz me o teu segredo.
Como ainda respiras se o oxigénio deixou de ser ar?

Diz-me por favor,



Como continuas acreditar?










Sarah Moustafa

sábado, 15 de novembro de 2014

Porque as palavras falham #14






Mas as imagens não.





Sarah Moustafa

Reticências




Um passo sempre atrás
 A dança dos desencontros
Tu e Eu
Pontos que se unem 
Na dispersão dessa tal de paz...

Por onde vamos?
Compasso de loucos
Estrada caminhada por tão poucos...
Tu e Eu
Forasteiros que se amam
Por aquilo em que se separam

Quando acabamos?
O que nunca começamos.. ?
Outro passo..
Tu e Eu
Retrocedemos reticências 
Tocamos o destino
Sem nunca viver o plano.

Tu e Eu...

Não nos encontramos.







Sarah Moustafa



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Porque as palavras falham #13






Mas as imagens não .







Sarah Moustafa

A escuridão também brilha





Constatam com pesar que uma tal de escuridão me rodeia,
Abraço me na asa do corvo que me enamora
Nas noites tão cansadas do dia que acaba sempre 
No compasso da mesma hora...
Talvez tenham razão , talvez esteja cega, surda e muda
Presa nas trevas e a sua perfeita teia

Dizem que os olhos são tristes
 "Pudera que o espelho te mostrasse
O reflexo da vida por onde fugiste ! "
Não entendem a dimensão da viagem
De quem nasce velho e conversa
 em segredo com a alma
A tristeza é fruto do tempo 
Que não sabem que em mim existe!

O que há de tão triste em ser triste?
Em arrastar o peso de grilhões
E não tapar as cicatrizes ainda inflamadas nos corações?
O que há de tão errado em ser errada?
Damage goods e pesadelo de madrugada?
O que há de tão assustador em ser susto ?
Arrepio de vulto, personagem melindrada
Escritas nas paginas de culto ?

O que há de tão doloroso em ser parte da dor
E assumir a verdade da tua cor?
Porque é tão difícil aceitar a noite?
E Ama-la por ser apenas isso mesmo.

A noite.


Afinal... O que há de tão absurdo ?












Sarah Moustafa



segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Peito Aberto




Batem asas e ascende uma nova visão

Luz perpétua incinerada dentro da escuridão

Espuma dos dias claros

Abraçadas á noite de silêncio, oceano e rebentação

Ondas imensas rendidas é sua natureza

A beleza da transformação

Pousa o pássaro no ramo que se quebra

Caem as folhas avermelhadas nas raízes da sua estação

Sobe o sangue rubro no corpo pálido sem circulação

Abrem se os olhos extasiados na forma curva de mel e interrogação

Apartam se as nuvens derretidas no céu expandem-se púrpura sobre as minhas mãos

As melenas encaracoladas fundem se na terra

Conhecem se na perfeição

Há uma dor que se acalma no peito aberto

Absorvendo todas as partículas do que se recicla

Do que nos convida cada estação

Há uma dor que ainda existe

Que se descobre na aceitação

Por todas as câmaras secretas que bombeiam no coração.



Dói menos quando amas a tua dor.





                  


                



Sarah Moustafa

domingo, 12 de outubro de 2014

A herança




O passado é história.
Já passou.
Esquece! Avança !
Está mais do que na hora.



As pessoas que vivem demasiado no passado são bombardeadas, constantemente, com estas afirmações de des(encorajamento).
Esperam que motive, que nos abra os olhos para a importância do presente e ambição de um futuro.
Mas vamos lá ver.
O passado é historia , certo, mas a historia não se esquece.
Não se apaga em detrimento do momento actual e daquele que se espera.
Só estamos e sabemos que estamos, no aqui e agora, porque esse tempo que já passou existe e sempre existirá . É com ele que se demarca o ponteiro que nos dá a ilusão de tempo.
Não se esquece uma parte que perdura no para sempre.
A memória é um dos grandes catalisadores da própria existência.
É ela que formula, inicia e desenha grande parte do que somos, a partir , logicamente, do que fomos.
Lá atrás, não determina, não condiciona ou limita a não ser que assim o queiramos.
Não nos deixa ser nada menos ou nada mais , apenas deixa.
É parte vital do nosso esqueleto de informação.
São as raízes a partir do qual a árvore cresce.
O chão a partir do qual podemos caminhar.
A bússola que nos dirige ao lugar onde pertencemos.
É herança tanto colectiva como pessoal.
Desvalorizar o passado, acredito, é uma fuga ainda maior ao presente , do que a quem lá permanece preso.
Há que simplesmente reconhecer lhe o devido lugar.
O passado não se esquece. Jamais.
Quanto muito reformula se numa nova perspectiva.
Numa que não castre a nossa capacidade de continuar, de superar e curar o que nesse tempo prévio não foi possível.
Em vez de dizermos esquece , digamos relembra.
Permite te lembrar tudo o que tentas reprimir desse arco de vida.
E só aí verdadeiramente se saberá estar no presente com verdade.
Sem diminuir um dos valores mais ricos que nos preenchem de poderosa informação.
Passado é ventre, lar, célula em que tudo começou, para que pudesses estar agora a fazer o que quer que seja.
A memória é a força do intemporal, do que nos enriquece, do que nos deu base.
Pouco importa se essa base foi bem ou mal construída.
Apenas é e será sempre.
Se alguém vive demasiado no passado , não vai passar a estar mais aqui, porque de repente deixa de existir o cenário que lhe é mais confortável e familiar.
É nesse mesmo cenário que curiosamente lhes é fornecido, intensos insights , de como dar os primeiros,trémulos passos em direcção ao presente
Não é a força.
Não é na brutalidade de um desaparecimento do que nos é essencial.


A referência.






                       





                                                             Sarah Moustafa


.

Awaken Beauty



She knows very little about life.
She always , as a matter of fact, believed that she didn't belong in this world.
And others in her surroundings, agreed.
She was always misplaced in what peolple seem to fit so easily.
She never enjoyed puzzles but did her best to understand its mathematical rules, hoping to balance her unfulfilled needs , but the subjective gap that hold her was just to big.
Inside she analyzed, bit by bit, her uncouncious responses into the earthly realm.
Nurturing in her own solitude.
As a bird emprisioned in its own wings.
Isnt that funny?
How the desire for such an intense freedom can end up being your own cage?
The universe always likes to bless us with a unique sarcastic humor and timing.
Specially for those who seem to ignore and shut down the voice that same universe gave them.
Choosing to see it as curse rather than a blessing in a such a copy paste kind of society we are wired to live on.
The mystery of creation performs different quests inside our needs and desires.
Questions after questions are as important as the answers , and they never come clean and easy.
Thats the major point, of diversity, identy. Uniqueness.
Finding out who you truly are in an emotional intelligence process helps to uncode mysteries lying under our self sleep state of being.
The ride is as vital as the journey.
Those two can not be sepate concepts.
So suddnely she realized she wasnt different, she wasn't just sleeping anymore.
And being awake could be as far as dream or a nightmare , as heaven or hell purged in the truth her mind, body, heart and soul were trying to lead her own.
Pain , alienation, suffering were just a step closer to embrace that truth,that voice, into pure expression of love.
She stopped wanting to go from A to Z , when A to B, B to C were the small steps truly needed to be done to embrace and be present in herself.

She stopped  wanting and started allowing.


                      





                                                        Sarah Moustafa


sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Há algo de "errado" comigo ? Sim. Tudo o que está "certo" em ti.



Importam as escolhas que não fazemos.
As palavras que não dizemos e as emoções mais ocultas que se escondem de si mesmas.
São essas profundas, intensas, viscerais que nos dão a verdadeira cor do mundo secreto em que todos vivemos sem habitar.
É essa lua negra que nos aufere o mais genuíno brilho.
É essa que potencializa a essência mais pura e desvinculada da realidade material.
Descer ao esgoto privado que fazemos  questão de esquecer que temos, putrefacto por essa  mesma tentativa destrutiva de o apagar.
A dor, o ressentimento, a raiva, a culpa e a vergonha que se reduzam e se infiltrem no organismo até que dêem cabo dele.
Até  que não  seja mais possível brincar, ao está  tudo bem comigo e tudo errado contigo e com o mundo.
Até que o centro do tornado se torne mais irresistível do que a tentativa de fugir dele e da verdade de nós.
Dói mais não estar presente com a nossa dor do que estar com ela.
É impossível embarcar numa visão mais  positiva sem antes integrar as mais dolorosas, negras facetas de nós.
Não, para quem tem negatividade na forma de pele.
Mergulhar na água  perfeitamente límpida  e sair dela com todo o lodo a emergir na superfície.
E não é limparmo nos dele mas antes reflectir como esse lodo, esse nojo, também é parte da água, parte do corpo, parte de ti.
E consegues deitar uma parte de ti fora?
Que serias tu sem ela?
Ao redor dizem te que sim, vai de encontro alegria de viver, esquece a dor, esquece a memória e o passado.
Basicamente estão a pedir que te esqueças de ti e atestar que tens algo de errado.
Mas como pode haver algo de errado contigo se fazes parte desta realidade e ela de ti?
Se somos todos parte do mesmo.
Resistir é o que causa a identidade fragmentada.
Resistir aos pensamentos absurdos que não queres ter, porque são perversos, porque são duvidáveis, porque nem sequer deviam existir.
Ou porquê é que vou deixar ,  permitir , sentir emoções se só me deixam vulnerável, exposto e pronto para ser magoado ?
Estamos sempre a resistir e é isso que nos provoca a nossa miséria, não permitir que tudo flua como parte do mesmo.
Não procurar integrar as polaridades que de opostas pouco tem.
É fácil? É bonito? É limpo? Tenho um arco iris a minha espera no final?
Não.
É rápido? Indolor? Faço uma vez e já está ? Feliz para sempre?
Ainda menos.
Tens te a ti mais presente em ti mesmo e na verdade do que és.
Não sei mas .... Não daí que a mesma beleza nasce?
Que a abundância e nutrição de amor-próprio floresce?
Um livro de auto ajuda nunca te vai ajudar.
Lê a própria palavra auto-ajuda.
Lê mais uma vez.
E outra.
E outra.




Just saying.



                         
     


                                                             



 Sarah Moustafa  

O não sei , que passe a saber.


Não sei como aconteceu.
Não sei se importa o como e o quando e o porquê.
Não sei que relevância acresce a procura de factos quando o facto maior já está, há que tempos, a gritar por evidência e eu recuso me a ouvir.
Quero os detalhes mais que o alcance de uma perspectiva maior.
É assim que funciono nas linhas que permitem o próprio funcionamento.
É desgastante e inútil buscar a minúcia em tamanha subjectividade , mas eu só sou produtiva no que é difícil.
Aconteceu, não chega.
Foi assim, nunca vai chegar.
Há sempre um véu tão fino de acontecimentos, acasos e momentos em cadeia que simplesmente não sei ignorar.
Se esta ali tão  perto , a brilhar no fundo do seu enigma é porque é suposto alguém o agarrar.
Tentar descodificar o quase indecifrável, sim porque enquanto for quase é ai que o foco vai estar.
O inatingível logo se vê.
O não há respostas para tudo que se encontre.
O não há coincidências que se aprofunde.


Eu vou lá estar. 



                       



   




Sarah Moustafa 

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Weirdo.





Os sonhos caem nos dias que não se levantam


As camas entorpecidas que acordam sem despertar


A vida parada no tempo


O espaço demasiado curto


O contra relógio acaba sempre por ganhar


O propósito, o caminho em vida ou falta dele.


Cansaço riscado nas palavras


Gargalhada do diabo


Imagens do oculto sempre a espreitar


A inocência do velho


A sabedoria da criança


O avesso dos passos


O contrário dos supostos


E a linha recta sem os seus pontos para traçar


Um choro sem poesia


O profeta sem mensagem


A musica ausente de melodia


O papel amassado no chão


Os ventos frios arrancam folhas


Prenunciam um nova estação


Falta a novidade


Sempre previsíveis


Na falta de excitação


Não se abre a falha


Não se quebra a regra


Somos nós


Incoerentes


Acreditamos no azar


Nunca na sorte


Não tentamos jogar


Não sabemos o que fazer com que já está feito


E não queremos saber.


Afinal tudo se resume , antes, ao que está desfeito.


A inquietação não quer ser tua amiga


Quer que te faças a estrada que ainda não foi construída.






E como tal muito poucos, vão entender um centésimo que seja do que estou aqui a dizer.






Não faz mal.






Acham que eu sei ?



                 






                                                        Sarah Moustafa  

domingo, 7 de setembro de 2014

Um novo tipo de céu





Não sabia que o corpo me pedia,


Alma sedenta de si


No mar revolto de um final e inquieto dia


E o nome suspenso


Na prata de luz das noites que te prometia


A chegada de um amanhã


Que o presente sempre me escondia


E romance arrumado nas prateleiras


Que nunca vendia


Não.


Não sabia que tinha um mundo maior


Que no peito a imensidão cabia


E o medo de perder


E a força de ganhar


Além do que a sina previa


Uma mulher perdida na multidão


Um homem feito da mesma canção


A paz parada no meio da histeria


E a voz da vontade


Erguida na pátria sem geografia


Um momento


E deixamos de ser profecia,


Outros momentos mais...


E deixamos as pegadas


Na história que o tempo queria.


E sol já não nasce.


E o dia já não parte.

Há um todo novo tipo de céu

Pintado da nossa arte.



                    






                                                     Sarah Moustafa 

domingo, 31 de agosto de 2014

Home (less)




Havia um castelo de cartas construído sobre a sua vida.

E ela não olhava para esta construção com medo.

Afinal se esse é o chão que lhe foi dado, que importa em que ponto deixou de haver telhado ?

Havia sempre céu.

Sempre azul e noite.

Estrelas e chuva com que não se aborrecer.

Não há que chorar pela realidade que nos rodeia se não conhecemos outra.

E sim.

Havia sussurros que falam de uma longínqua história em que havia sempre uma casa.

Havia sempre uma mãe e um pai e umas paredes firmes com que contar.

Havia sempre colo e leite morno para acalmar as horas menos doces.

Sobretudo não existia a preocupação de algo desabar.

Isto intrigava-a mas era lenda.

Nem sabia se era sonho a sonhar.

Aprendeu a amar o desconforto e a solidão e a encontrar neles os pontos por onde se orientar.

Podia tirar e por cartas onde quisesse.

Podia viajar e conhecer as virtudes que o nomadismo têm.

Podia jogar com a sorte e ganhar sempre mesmo quando perdia, porque era só ela e o mundo longe de si.

E vá lá... Vivia num castelo!

Não podia ser assim tão mau se era diferente e todos os outros iguais.

A curiosidade era forte, agarrou no baralho e fez se a estrada da tal lenda.

E descobriu que era verdade.

Só que não a sua.

E que mesmo os sinónimos não se aproximam de todo da essência dos seus semelhantes.

E que casa não é o espaço senão o tempo que alma demora a criar.

Porque as raízes estão e sempre estiveram no lugar de onde deviam de estar.

E que se o castelo é de cartas é porque só assim ela saberia por onde procurar a mensagem que está destinada a contar.


A casa é onde ela estiver.



 

                                



                 


                                                      Sarah Moustafa 


sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Surpresa !



Tudo o que podemos contar como garantido na vida é a morte.
Certo.
Mas e as surpresas ?
Não serão sempre certas também? Garantidas a partir do primeiro momento em que nos trazem a esta realidade ?
Só facto de chegarmos até ela..., perguntem bem ao pai e mãe e filtrem bem filtrado a parte em que vos vão dizer que foram cuidadosamente planeados, e vejam senão têm um insight semelhante ao meu.
A vida como a morte são factos, incisivos e pragmáticos, sem arranjos, sem excepções na linha do tempo e no entanto, a irregularidade continua lá a arrebatar nos. Sempre.
E como pode um sempre ainda ser traduzido no seu melhor num simples, Uau ?!
Será parte da natural dictomia que nos compõe ?
Da procura de explicações no ponto que era final e afinal deixou de ser ?
Uma ironia gigante que fermenta o sarcasmo?
Uma ilusão que se desilude quando o nevoeiro deixa de se levantar?
É o que é. 
O que não queremos que seja.
O que morreríamos para que fosse.
O riso gigante no espaço para calar o choro.
A bofetada de silêncio na gargalhada que já enfada.
As surpresas não se curvam a terminologias.
Não querem saber com o que contam se sabem que nem em si pondem confiar.
Não sao leais , nem querem ser.
Só gostam de brincar.
Com o todo e com o nada, e tudo o que existe nesse meio.
Too bad, que nós estejamos no seu parque de diversões. 
Elas atiçam se com as manias e os controles, com as regras e os padrões.
Tem um amor platônico com essas artimanhas do ser humano.
Divertem se.
Excitam se.
São amorais e adoram ser.
Fazer.
Acontecer.
E quando pensaste que mais nada te surpreende na vida, foi ai que te tramaste.
Não desafies levemente o que gosta de se apresentar em peso.
É o que é.
O que lhes apetece que seja.
Tu ... Sorri e agradece lhes por nunca te faltarem.

Talvez assim te deixam passar para uma outra vez.


Amor platônico ?

Nao preciso de corrigir pois não ?




             
                       
   




                 Sarah Moustafa