quarta-feira, 3 de abril de 2013

Desconhecido




Não sei de Nada 

E podia aqui tentar em palavra 

De calibre trabalhada 

Elevar-te das Sombras 

Trazer-te do desconhecido 

Pendente em asas de brancas pombas 

A mensagem do pensamento embevecido 

Mas permaneceres em estado de cativo Desconhecido 

Permite a euforia que regorjeia em alarido 

Em curiosidade que buca a ligação 

Da afirmação dos assuntos do coração 

Embaraçado com as contendas da razão 

Plenas de viço e libertação! 

Não sei de nada 

Permanecerei pela noite alada 

Indagando em palavras silenciadas 

Pelo anoitecer permeada 

Sussurrando em poesia cintilada 

Os versos em si dedicada 

Não sei de nada 

E no nada de que sei 

Restam os versos que doei 

Em mistério tremulo 

Ao ilustre permitido 

Suspeita fugidia do paradigma 

O porquê deste tamanho enigma? 

Se souberes certo me responder 

Procura me na luz do amanhecer 

A mensagem retornará 

Ao cair ao anoitecer!


Sarah Moustafa

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