terça-feira, 13 de novembro de 2012

Despontar da Aurora



Despontar da aurora cândida, convidativa na doçura incorrupta, do corpo pueril, intocado, vibrante no toque  que almeja, na força do desejo de desabrochar para todas as outras tonalidades, para alem da luminosidade envolvente, dos raios condescendentes, o corpo delibera o conhecimento pungente da inebriação dos lábios que se delineiam no vislumbre da tentação, dos músculos que se retesam, no descortinar da incandescência flamante, de se evadir para o plano luxuriante dos desejos ferozes da descoberta do corpo liberto, ascético na fusão congratulada.
Tela dos sonhos esfuziantes, descalabro de cores  ardentes, agitadas nos movimentos alvoraçados do abraço sôfrego do renascer para a vida apetecida.
Cobiça da infinidade, divindade desenhada nas linhas do encanto, do deslumbre lascivo de querer e precisar de mais.
Semente criadora que se ergue no abraço resoluto com o sobrenatural.
As estrelas que cintilam no cinzelar da perfeição.
Imaculável imagem do divinal diabólico enternecida numa só.
Aliança que extravasa as linhas da paixão.
Exasperação proficiente nos olhos reflectidos, a doçura da travessura, transbordante na seiva da fascinação.
Deslumbre que desperta profético para as amarras da obstinação.


 Sarah Moustafa

6 comentários:

  1. Oi querida!
    Linda a sua poesia, só que precisei da ajuda do Google.rsrs.
    Isso é que é cultura.
    Beijos
    Lua Singular

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  2. olha,devo concordar com a dulce!
    este é um texto que para mim é complexo rs...
    mas aprecio a alquimia das palavras!
    namastê!

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