segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Combustão




Fogo que desponta tímido, retraído pelo abafo do ser, pelo sopro indiviso do controle, que puxa sagaz das rédeas do poder, das rédeas onde enclausuramos esse acanhamento quente, vagaroso no despontar da forma, incendiário na explosão , que esta hora ou outra, se sucederá, eminente na destruição dos círculos viciosos, na abnegação recreativa da mente serva que busca o pedagogo, instruído, capaz, de lhe abrir os portões do templo sacro, imaculado na bendita exploração do conhecimento recôndito nas prateleiras, velado pela hora do divino incidente, resplandecente no clarão pela cúpula vigiado, transformado na óptica da lucidez revelada á imagem daquilo que buscamos ver.
Brasas deliciosas que se exploram divertidas no lume pela mente alimentado, radiantes no jubilo do conforto desconfortável, a quem as carrega, a quem as canaliza da frouxa fagulha á corpórea, nutritiva, lareira, excitada  no descanso do fogaréu  incontrolável, á disposta disposição, do lume brando, tenro, suficiente na energização da separação do que libertamos de toda a moldada razão.

Sarah Moustafa

4 comentários:

  1. Andei a espreitar por aí, pelos diversos posts, e a sensação é de agrado. Por aqui procura-se a autenticidade da vida, as suas nuances, os seus pequenos grandes segredos.
    Gostei muito!

    Bj

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