quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Brilho




Os brilhos dourados, refulgentes , apressados na posse do corpo descoberto, necessitado dos lampejos em explosão, das partículas solares, pelo corpo dispostas, imóvel , na renitência da proliferação da beldade, do engrandecimento enlevado nas hipnoses do fulgor contundente. 
Arquejo em espasmos dos músculos retesados, engrenados na força do desejo da transcendência, da aceitação estremecida das douradas oferendas, do brilho que veste a apatia desacordante, que a transforma em desejo ardente, no fogo velado da estima roubada, recuperada na graciosa apreciação da aclamação.
Ternura delicada emoldurada na feição descansada, insuspeita da visita pelas curvas distendidas.
Cintilação absorvente que voeja na magia dispersa por penas de ouro aterradas, macias, agradáveis no agasalho apetrechado pelo condão místico ofertado.


Sarah Moustafa

12 comentários:

  1. Sarah!
    Quanto mais te leio, mais gosto de te ler.
    "...o brilho que veste a apatia desacordante...": fantástico!
    Texto repleto de sensualidade.
    Beijinho.

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  2. Nossa, que linda poesia! Estou aqui! abraços

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  3. Minha querida

    Passando para agradecer a carinhosa visita e ler este texto maravilhoso e sensual que adorei.

    Um beijinho com carinho
    Sonhadora

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  4. Resumindo... intensa, sensual e ardente! Bjus!

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  5. Oi amiga, tudo bem? Dei uma passadinha rápida por aqui para retribuir sua visita ao meu blogue, e gostei muito do que vi. Seu blogue é muito bonito, parabéns. Em breve voltarei com mais tempo para ler suas postagens. Abraços do amigo Bicho do Mato.

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    Respostas

    1. Oi Oi, Obrigado! Seja Bem Vindo! Volte Sempre!

      xoxo

      Sarah

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