quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Sereia Ida








Ó ilustre epopeia
Conta-me esse segredo
Esse que jaz brilhante 
Junto da misteriosa Sereia
Conta-me o seu enredo
De cunho ressalta o emocionante
O lirismo d'uma canção de amor
Que revolve todo o oceano
Em brados de água em temor
Por medo de perder a diva
A espuma branca que glorifica a vida
Desse todo grandioso Mar
Ó esbelta Sereia
Cativa ficaste
Nas ondas da tua própria Teia
Diz-me o teu segredo 
Faz-me ouvir em ecos o Ledo
Esse que se sobrepõe a qualquer Sombra em Medo
Diz-me Sereia
Escondeste-te num grão de Areia?
Esfinge angustiante este Mistério
Ruínas do meu Império
Quimera Destroçada
Nunca puderas Tu
Ser livremente Amada!

Sarah Moustafa

1 comentário:

  1. "Nunca puderas Tu
    Ser livremente Amada!"

    Creio que é esse o dilema da sereia...

    Gostei da tua visão da sereia, envolta na sua própria teia!

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