quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Deixemos Ir





Na tela do constelado céu
Pondera-se absorto no firme gelado breu
 O apaziguar da revolta deste mar 
Que inunda toda a superfície
Deixando quem se salvou a expectar
Nas sombras da prata ao luar
O que dali em diante esperar
Pois tamanho é o desgosto
De perdermos o que queremos agarrar
Indiferentes ao imposto
Que esta hora ou outra
 Iremos pagar
Que dificuldade é esta 
Trovejante na noite funesta
Em simples, ternamente
Nos permitirmos aceitar ?
Que do naufrago resta apenas o necessário
Deixemos partir nas ondas coniventes
Toda a bagagem em apelo secundário
Façamos delas as chamas quentes
As companheiras das noites flamantes
Para sempre perpetuadas
Se assim permitirmos
Nos nossos eternos diamantes

Sarah Moustafa

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