quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Venda



Cerra os olhos, afoga-te na profundidade, em ondas calmas cujos espólios embalam a pacificidade dos nervos em tumulto, toldados de medo, insuspeitos que no mergulho da obscuridade a serena verdade, revela os novelos enrolados em primor, da dúbia sensação de plena satisfação criada e trabalhada nos talentos da maciça aveludada ilusão.
Se os olhos se fecharem, se se deixarem cobrir pelo tecido da venda cuidada, a meditação no mergulho da escuridão, iluminará para além do que os olhos destapados, alguma vez poderiam observar, sufocados com a parca luz, absorverão o que dali adiante virá, para sempre, soberano assim será.
Questiona se é por teres os olhos libertos que realmente vês com todas as propriedades ou se janela d'alma instiga a absorvibilidade invadindo a verdade com a cegueira momentânea da real cárcere no instante que entendas a tua real maldade e retornes a superfície com ela de mão dada com a individual bondade.



Sarah Moustafa

1 comentário:

  1. A complexidade e a profundeza de tuas palavras impressionam querida. Fechar os olhos e mergulhar nas profundezas da alma, onde na escuridão podemos encontrar as respostas o caminho e a verdade que precisamos não é para todos.... a maioria preferem o claro, onde mergulham e mascaram suas falsas ilusões ilusões. Bju querida, lindo seu texto.

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