segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Revelação


Conto os dias incontáveis para te ver , as linhas frágeis de um rosto imperturbável que acalenta o conjunto das formas perfeitas que a imperfeição te dá.
Eu desejo-as como se a sublimidade das mesmas fossem minhas, como se da janela o reflexo embaciado me devolvesse a miragem do sonho revelado.
A espera dos dias, que me devolvem as estações , por vezes apaziguam se com a certeza confessa desta revelação, desta deflação de mistério e luz que nos trouxe não sei de onde , não sei de quando ao mundo onde só nos habitamos. 
Onde a cama é a pátria inteira da vida que nos geme sorrateira, entre os dedos encontrados, os corpos suados, os olhos extasiados... esses que são portal de entrada a este universo que de tão belo, não se pronuncia nome.


Denuncia o por todo o lado.


Sarah Moustafa 

Sem comentários:

Enviar um comentário