quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Fragmento


Se eu me deitar no canto mais ermo da Terra
Se eu me deitar apenas ali
E adormecer sobre o fruto das madrugadas
Até ser eu mesma sono e esquecer que durmo
Trarão as noites a calma das almas sossegadas?

Se eu permanecer deitada até quem sabe ser pedra
Ser rocha, rastilho de uma estátua no seu tombo
Ser desfeita e encontrada
Trarão os sonhos a certeza inteira 
Da esperança fracturada?

Se eu adormecer até ser parte deste chão
Até ser despedida 
Até não ser corpo
Ser apenas pedaço estático de partículas em desaceleração
Trarão o conforto de caber na palma da tua mão ?
De ser apenas sangue que te enche o coração?

Se apenas adormecer
Até não poder dormir mais
Trarão as horas
As forças para te esquecer?












Sarah Moustafa 

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