domingo, 17 de novembro de 2013

A mão que não te encontra.




A minha mão que não encontra a tua.
Que não quer senão encontra-la

Perde-se por entre outros dedos 
e não lhe dizem nada.

É a palma da tua, só tua
Em quero estar deitada.

E a nudez de uma intimidade partilhada
Onde corpos vestidos dormem
Na promessa de fusão continuada
Onde a pressa é lentidão
Da paixão no fogo de uma lareira
Crepitada

Onde um lobo uiva longe
E a Lua da noite desce
Prometendo encontra-lo
Conforta-lo
Calar-lhe enfim a dor.
Ama-lo.

A minha mão que só precisa da tua
Que quer senão toca-la
E para parte de si no infinito
Leva-la.

Esta noite, as estrelas escrevem no céu nada senão o teu nome.


Sarah Moustafa 




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