quinta-feira, 7 de novembro de 2013

25 Horas




Secalhar, nunca existiu e o que magoa seja nada mais do que essa inexistência.
E a minha insistência em perdurar-la, como se o homem que és na minha imaginação fosse feito da mesma carne da tua real indiferença.
Já não consigo acreditar mais na badalada da noite onde despertas, e não conseguir fazê lo é agonia excruciante da verdade onde uma palavra se faz vazia, esperança.
Já não consigo mascarar as forças da consciência apagada e de sofrer por momentos feitos de verdadeiramente nada.
Nem o tempo que nos corre a favor ou destino que nos prometa para lá de tonturas, enfermidade ou dor...
Secalhar até existiu alguma coisa, talvez não tenha interpretado todos os sinais de forma errada e tudo tenha sido como a chuva grossa que nos incorre no sono da madrugada. 
Da qual, na manhã seguinte nunca sabemos se de facto estava lá fora ou se nos fazia companhia por dentro.
A vigésima quinta hora do dia que ora fica , ora vai embora.

Só sei que dormimos demais.



Sarah Moustafa 

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