segunda-feira, 11 de março de 2013

Medo




Havia o medo da Noite
Da escuridão 
Sem estrelas ou Lua
Que guiasse o Coração
Havia o medo do que faltava
Da Subtracção de horas 
Em que menos vida se pagava
Havia o medo
Da perda Imensa
De carência em Nó
De Posse e Pertença
Sem o Ser 
Sendo Sentença
Havia Medo de Tudo
Tudo o que pode Ruir
Num abalo Mudo
Na viragem de um Segundo
Havia o Medo de ter Medo
De acordar Tarde
No dia que se pôs Cedo
Na ansiedade de Desassosego
De não ter Rumo
De ser um corpo em Despejo
Havia Medo
O que o Há
O que o Foi
O que não Volta
O que Retorna
Em trilho de Circulo
Ciclo da mesma Volta!


Sarah Moustafa

1 comentário:

  1. O importante não é o medo, é não deixá-lo entravar os nossos gestos e continuar a avançar, apesar dele.
    Gostei, Sarah!

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