domingo, 31 de março de 2013

Há Sempre




Há sempre um vulcão em erupção
Em lava de alma
Retida na implosão
Há sempre um silêncio de trovão
Querendo electrizar
O desassossego de um coração
Há sempre uma febre
Rebentando em excitação
Sem saber onde para e começa a razão
Há sempre uma improbabilidade
Uma atracção em desigualdade
Um vinco na irregularidade
Manchado de insaciedade
Há sempre a força de um sentido
Crescendo em tudo que neste universo é permitido
Recusando promessas do que já se sabe
Alimentado o fogo que apenas se abre
Em explosão a tudo que lhe é desconhecido!

Sarah Moustafa

1 comentário:

  1. E há sempre nos teus versos uma emoção e uma pungência profundas que nos faz reler vezes sem conta antes de conseguir recuperar o fôlego...

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