domingo, 21 de outubro de 2012

A certeza do Adeus




A miragem dos sorrisos trocados, dos toques perfumados, a sedução ilustrada no rosto feliz das indolências a que nos entregamos tantas e tantas vezes..
Entrega ao rendimento do sufoco intempestivo que apenas a caricia , no seu deleite, acalma.
Não conseguir partir porque no todo a gravitação girava no eixo em que me sustinhas,  no mundo privado do particular de todas as particularidades que a nossa história impunha.
Imposição manifesta do egoísmo que assalta quando se ama. Quando se quer..
No querer destrutivo  nas vielas mais escuras que dois corações podem encontrar  nessa toda soturna expectativa, o desejo não cessou. Nunca. Contrariando ambas as vontades, arregaladas com a força da brutalidade que a fogueira acesa alastrou.
Degustar a reciprocidade da ameaça impudente presente na verdade, a paixão avassaladora extenuante que mudaria para sempre os contornos da realidade tangível  do conhecimento anterior, do adquirido como correcto, dos valores frágeis, da perspectiva nova da forçosa vontade do terramoto que os nossos edifícios devastou.
A certeza da separação, a dor da certeza chicoteava a alma.
A ingenuidade de pensar o contrario também.
No ultimo beijo embrulhado, os caminhos equivocados foi tudo o que pareceu restar...
Mas na escrita aprimorada das letras fulgentes, a labareda da paixão insiste na permanência do para sempre.

Sarah Moustafa

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