terça-feira, 22 de novembro de 2016

P.S - ( ... )






Tenho milhares de papéis soltos 
Quis tanto que  os lesses
Só a ti senti vontade de os mostrar, pioneiro
Confiei .
  Julguei que fosses capaz
Claro que tinham que acabar por ser cartas de amor
Agora sim , posso ser considerada poeta
Afinal só existimos numa pulsação romântica
O que é que faço com elas ?
Entrego-as ao mundo?
Escondo-as no lugar mais tenebroso e profundo?
Porque não as abres mas seguras cada envelope ?
Lacro-as, mas não confirmas mensagem recebida , 
Porquê ? Porquê? Porquê ?
Guardas -as na gaveta 
Ou em qualquer outro lado que quiseres
E segue no trilho da vida 
Eu não me importo com o final delas.
Só que precisam ser entregues.

É isso, são arranjos de palavras.

Elas só querem ser lidas.









Sarah Moustafa

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