segunda-feira, 14 de novembro de 2016

1 + 1 = 2



Não há nada que não consigas fazer sozinha , o amor próprio sustenta e é chave para a tua verdadeira felicidade, todos nós nascemos e morremos singulares num ponto de interrogação isolado, o que estamos aqui a fazer?
Mas ...
As parelhas, a soma, a dupla  ( holly partner's in crime ) a dança, os pratos desalinhados desta balança,  o ponto e virgula, preenchem um pouco desse nada com um grande tudo.

Não é que seja preciso, que seja necessário, não é uma questão de dependência, não é uma muleta carente, uma projecção de mommy and daddy issues, é simplesmente ... uma sobremesa que torna toda a refeição mais especial , um semelhante á tua imagem que torna isto de ser humano menos estranho, afinal há outros por ai como eu, a estrela no topo de uma árvore natal que já brilhava sozinha, o guia de viagem que te aponta para direcções e paisagens que nunca terias , tão distraído, visto.

Dizem me que vejo pessoas como jóias mas que nem todas valem esse apreço.
Talvez seja verdade mas também talvez nunca ninguém lhes tenha dito que elas têm valor , que elas reluzem mesmo quando estão baças , talvez elas nunca tenham tido casa...oportunidades e meios para superarem profundos traumas e desafios, talvez nunca tenham sido acolhidas, nunca lhes tenha sido uma mão estendida sem julgamento ou á espera de algo em troca .
Talvez nunca ninguém lhes tenha dito, tu estás bem como és, podes largar as malas , a bagagem tão pesada e dormir aqui.
Podes ficar, podes ser, podes vencer...

Eu vejo a ferida de onde sangras e é ai imediatamente que vou mexer, alguns odeiam e contorcem-se de medo outros adoram e continuam a voltar por mais.

Desculpem pela inconveniência e maus modos.

As vezes não consigo estar parada , ver um problema por resolver e não fazer nada.



Estou a aprender a pedir licença.




Sarah Moustafa

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