domingo, 27 de novembro de 2016

Desculpa, não voltarei a escrever-te.




Rendo-me.
A vitória é tua.
Sou culpada, finjo-me de morta.
Desapareço, eclipso-me.
Está demasiado frio.
Não sei se sobrevivo a este Inverno.
Preciso de ir, encontrar rápido um sitio onde possa adormecer
Hiberno, não quero mais saber.
Vou esquecer o teu nome, apagar o trilho desta história
Prometo nem mais uma palavra a ti escrever
Tentei reanimar-te nas paredes desta casa
A que voltei pela esperança incandescente
Que palavras têm importância, têm poder
Que fiasco.
Desculpa, todo e qualquer incomodo
Não quis aceitar a hipótese
Que a nossa ligação não te diz nada
Sou demasiado teimosa.
Não sei aceitar as evidências menos idílicas
Era tão óbvio...
Tiveste a tua vingança, já partilhei com o mundo a minha poesia ridícula.
Quando amas alguém, deixas a pessoa ser livre, deixa-la ir
Não é assim?
Já me deixaste há tanto tempo.
Sempre me recusei a desistir.
Não consigo mais.
Rendo-me

A derrota é minha.






Sarah Moustafa

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