domingo, 6 de novembro de 2016

Oh... Fuck it.



Desculpa só conseguir escrever sobre ti ( = sempre a nós ) , não é como se não tivesse outras experiências que expressar, afinal a minha vida quase dava um filme, mas... tu  trouxeste-me de volta a casa.
E eu odeio-te, tanto , por isso.
Agora fujo para onde ?
Desresponsabilizo-me com o quê ?
Foste e serás sempre só um estranho , certo?
Um forasteiro, pássaro livre sempre a procura da sucessiva novidade, da próxima maratona.
Foi isso?
Não acreditaste na sobrevivência do meu fôlego ?
Vês... já me estou a  desviar da linha que comecei por estipular.
Lá estou eu a tentar a delimitar espaços e fronteiras entre o que é e não é aceitável.
Será que me julgas? Será que te enfurece? Será que te é indiferente ?
Será que degustas cada palavra com a indulgência com que sempre saboreamos o corpo um do outro?
Será que está tudo exactamente ao teu gosto ?
I don't fucking care !
Consegues sempre por me em causa sem qualquer tipo de efeito, porque eu deixo...
Why is that ?
Boa pergunta, porquê ?
Será a minha sabotagem? Será que no fundo quero ser réu e júri de um espaço que secretamente condeno ?
Será que quero ser vitima , mártir que se abnega em prol de uma ilusão chamada de amor ?
Será que faço isto tudo para receber de ti cada vez menos, afastar-te por completo ?
Será que te quero, só por não te poder ter ?
Schhhhhhhhh
Desculpa, as vozes tomaram conta , roubam-me sempre a certeza de Ti.
Eu não preciso da certeza ... casa-te , vai te embora , não respondas, não olhes mais para trás.
Já nada te liga a mim.
Não me leias, não me vejas, não me imagines , não me sintas, não me mintas.
É assim?
Quantas vezes exaustivas repetes isto para não cederes ao que crês ter fim.
Oh... Fuck it.
Estes Domingos são sempre críticos.
Vou experimentar um pouco do teu remédio.
Não somos assim tão diferentes, talvez funcione e esta maleita enfim se cure e  eu deixe que um outro corpo comigo se deite.
Foi assim tão fácil?

Desculpa que te use para chegar ao fundo de mim.

Prometo depois parar.


Mas isto nunca vai parar , pois não ?







Sarah Moustafa

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