domingo, 13 de novembro de 2016

Pegadas Lunares



Um momento de pausa, uma reflexão ponderada
Um minuto de silencio por tudo o que foi perdido, a ampulheta roda e soterrou-te no tempo.
Um minuto de gratidão  por tudo o que inesperadamente foi ganho, tornados são violentos mas deixam de pé apenas a verdade do sentimento.
Estou em desalinho com isto, já está? já foi embora? já acabou?
Não dói mais? Já se transformou? Já se desapegou?
O meu trabalho ficou feito ?
Vozes, guias, mestres endiabrados , remetam-se por uns dias ao silêncio.
A lua está cheia quero namorar com ela, suspendam as dúvidas no ar , façam delas algo útil, uma nova constelação? Um brilhante caminho de estrelas?
Não tenho que pedir desculpas porque quero parar ( acho? ) ( devo ? ) ( mereço ? ), ou porque tenho saudades de adormecer de real cansaço de um dia bom, pleno e cheio, de um dia em que acho que sei o que é isto de viver.
Talvez volte a entrega aos meus sonhos idílicos, consiga voltar a interpretar planetas e seguir na órbita rumo ao fantástico, obras perfeitas inscritas nas minhas mãos.
Apelo ausência momentânea de tudo que não é poético ou belo!
Deixa estar o sono de descanso do guerreiro ou encantamento da bela que se sente adormecida.
Quem somos nós para ditar quando estes devem acordar?
Tiro os sapatos e a roupa que bem sabe andar descalça entrar no oceano onde o corpo flui e a companhia é só este reflexo lunar.
Será o banho cósmico que me irá ajudar a renovar, será este momento pelo qual tanto que tive de lutar?
Não importa, o mar e a imaginação não tem interesses pessoais, são para desfrute e comunhão.
Não era amor que querias?

Aproveita , é momentâneo, e o que somos senão momentos entre um mundo de guerra e um mundo de paz?





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