quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Weirdo.





Os sonhos caem nos dias que não se levantam


As camas entorpecidas que acordam sem despertar


A vida parada no tempo


O espaço demasiado curto


O contra relógio acaba sempre por ganhar


O propósito, o caminho em vida ou falta dele.


Cansaço riscado nas palavras


Gargalhada do diabo


Imagens do oculto sempre a espreitar


A inocência do velho


A sabedoria da criança


O avesso dos passos


O contrário dos supostos


E a linha recta sem os seus pontos para traçar


Um choro sem poesia


O profeta sem mensagem


A musica ausente de melodia


O papel amassado no chão


Os ventos frios arrancam folhas


Prenunciam um nova estação


Falta a novidade


Sempre previsíveis


Na falta de excitação


Não se abre a falha


Não se quebra a regra


Somos nós


Incoerentes


Acreditamos no azar


Nunca na sorte


Não tentamos jogar


Não sabemos o que fazer com que já está feito


E não queremos saber.


Afinal tudo se resume , antes, ao que está desfeito.


A inquietação não quer ser tua amiga


Quer que te faças a estrada que ainda não foi construída.






E como tal muito poucos, vão entender um centésimo que seja do que estou aqui a dizer.






Não faz mal.






Acham que eu sei ?



                 






                                                        Sarah Moustafa  

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