domingo, 28 de dezembro de 2014

Stuck



A badalada soou no compasso da noite que se repete.
Evocam as histórias de encantar onde o final nunca é feliz.
As trevas não cedem o lugar para onde a luz nos convida.
O caminho não se expande ao recomeço da novidade.
Volta sempre ao mesmo.
Marca a hora da repetitiva saudade
O ciclo é vicioso ou o vicio demasiado delicioso ?
O silêncio não se cala.
O grito sempre demasiado longe, não se ouve.
O chão cede e  o ar extingue-se .
Não se respira .
Não se morre.
Os ponteiros marcam uma hora diferente mas o relógio não avança.
O inconsciente esconde-se  e a perversão ascende .
A paranóia absorve, a escuridão adensa-se .
Tantas as palavras e todas se repetem .
O ser diminui-se á sombra do que não é .
A luz queima .
Voar demasiado perto dela é arriscado .
A calma não se toca .
A pele não se descama .
Que tortura viver a vida que não se vive .
É preciso coragem para te largar no mesmo abismo onde me deixaste .
Espera ...
Mentira .
Não vale a pena acusar te injustamente .
Eu sempre estive lá .


Quiseste foi acreditar que não.










                                                        Sarah Moustafa

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