domingo, 7 de setembro de 2014

Um novo tipo de céu





Não sabia que o corpo me pedia,


Alma sedenta de si


No mar revolto de um final e inquieto dia


E o nome suspenso


Na prata de luz das noites que te prometia


A chegada de um amanhã


Que o presente sempre me escondia


E romance arrumado nas prateleiras


Que nunca vendia


Não.


Não sabia que tinha um mundo maior


Que no peito a imensidão cabia


E o medo de perder


E a força de ganhar


Além do que a sina previa


Uma mulher perdida na multidão


Um homem feito da mesma canção


A paz parada no meio da histeria


E a voz da vontade


Erguida na pátria sem geografia


Um momento


E deixamos de ser profecia,


Outros momentos mais...


E deixamos as pegadas


Na história que o tempo queria.


E sol já não nasce.


E o dia já não parte.

Há um todo novo tipo de céu

Pintado da nossa arte.



                    






                                                     Sarah Moustafa 

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