sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O não sei , que passe a saber.


Não sei como aconteceu.
Não sei se importa o como e o quando e o porquê.
Não sei que relevância acresce a procura de factos quando o facto maior já está, há que tempos, a gritar por evidência e eu recuso me a ouvir.
Quero os detalhes mais que o alcance de uma perspectiva maior.
É assim que funciono nas linhas que permitem o próprio funcionamento.
É desgastante e inútil buscar a minúcia em tamanha subjectividade , mas eu só sou produtiva no que é difícil.
Aconteceu, não chega.
Foi assim, nunca vai chegar.
Há sempre um véu tão fino de acontecimentos, acasos e momentos em cadeia que simplesmente não sei ignorar.
Se esta ali tão  perto , a brilhar no fundo do seu enigma é porque é suposto alguém o agarrar.
Tentar descodificar o quase indecifrável, sim porque enquanto for quase é ai que o foco vai estar.
O inatingível logo se vê.
O não há respostas para tudo que se encontre.
O não há coincidências que se aprofunde.


Eu vou lá estar. 



                       



   




Sarah Moustafa 

2 comentários:

  1. É preciso sempre perseverar ...Um dia, assim, vai o enígma vai decifrar.
    Beijos, Élys.

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