segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Todos os dias, Serão.



Todos os dias serão 
A minha declaração de amor
Todas as horas serão as rosas 
Brotos da carne em sangue
Presa nas suas esporas
Todos os dias serão 
A tua confirmação de valor
Sem pressa e sem Demora

Todos os dias o adeus será um olá
E um caminho rasteiro
Ordinário, encardido e feio
Serão pés sem tempo
E o cansaço um novo alento
Uma travessia para lá
No regresso que se faz
Dentro, Aqui e Já

Todos os dias será a dor
O grito e a liberdade
Um novo valor
O beijo ou a saudade
A voz e a intensidade
Uma ode sem trovador
Uma calma rasgada de furor!

Todos os dias, uma declaração
Uma nota escrita
Sem tinta caída no chão
Erguida...ah nesta Criação!!


Sarah Moustafa



1 comentário:

  1. A Alma clama num desespero pela ajuda que não vem! Linda Obra Poética Sarah! Parabéns!

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