terça-feira, 24 de setembro de 2013

Guardei te








Guardei os bilhetes, os beijos e os quilómetros que me ofereceste, como quem guarda a caixa de tesouros melancólica, doce e dolorosa num constante lembrete.
Guardei as mãos frias entre dedos quentes entrelaçadas com o tempo sem dias e a infinitude que calavas mas que sei que pedias.
Guardei os brindes e o rubor pintado nas faces sorridentes diante dos melindres, rindo como quem chora , duas vozes o mesmo timbre.
Guardei a caixa que nunca te fechei e a memória de um sonho que não realizei.
A mais bela e triste epopeia, trágica numa aclamada plateia de um amor que só na obra imortalizarei.


Sarah Moustafa 

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