domingo, 1 de setembro de 2013

Eu sabia.










Eu sabia. 
Sabia desde inicio.
Não desconhecia a realidade
Sempre a soube para além da verdade
Eu sabia profunda e descaradamente
E não é mentira
Que o saber nos reconhecia.
O risco de não arriscar era maior
Que o poder do medo
Que da humidade do fundo da alma
Me sorvia
De noite em noite, demasiado cedo
O fraquejar dos ossos
E o infiinito apontado além do teu dedo
Sabia desde o fim
o inicio que despoletava em mim
A finalidade de uma certa
Desigualdade
De uma prisão em liberdade
A paixão que sofre
Por ser escrava da sua potencialidade
Eu sabia
Que nunca iria saber
As respostas dos porquês
De onde vinha a luz complacente estendida entre nós
Deitada nas brumas do anoitecer
Eu sabia que não vês
Que não devia
Eu sabia
E não me quis crer
De que não,iria
Só além de 
Acontecer.
Que não te traria os olhos
Que tornariam a ver.

Sarah Moustafa

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