quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Sei que sou a parca voz de quem criou








Sei que sou a parca voz a que não me dou, arranha e ainda assim é macia, um transtorno e uma hipocrisia, de quem a ela me interligou.
Não sei se será alguém, que não a mesma, que se lhe fica sempre aquém.
Margens a um limite ilimitado que da excelsa natureza provém.
Um miado que não ruge, que não é gato ou tanto mais feroz leopardo, injectado de uma savana inteira condensada na garganta á exígua feição de uma noz.
Não se cala se se entala. O Nó.
Não se fala o que resiste em leva-la . Tem .
Não se esquece se... se lhe conhece timbre e tom. Esmagados em .
Cordas abertas e harpas circunspectas, mãos fechadas nas curvas das mesmas rectas.
O Dom.
Sufoco é sempre só mais um pouco... do muito que a correspondência troca no pio de um mocho magoado, que se cura rouco.
Sei que sou a parca voz que as asas da noite abrigou.
Sei, sei finalmente quem sou.



Sarah Moustafa

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