quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Um dia, direi.







Direi que as estrelas estão em mim como no céu e que são elas que me fazem brilhar, que cintilo sem ver luz posta em cada poro tapado, um suspiro de noite que seduz e respira e liberta... no caos da mesma se reproduz.
Direi que sou a energia do redor que provem de todas as pequenas e poucas coisas que são o tudo e o tanto. O céu e o mar entre a terra e o fogo que caminhar, ousar e entregar.
Direi que tenho tudo sem possuir nada e que ganhei apenas quando tudo perdi.
Que fui feliz apenas quando mais sofri.
Fundirei o orgulho numa paletas de cores onde a cicatriz me sorri.
Pedirei desculpas sem ter que as pedir, perdoarei-me sobretudo para perdoar todos outros e o efeito dominó será um reforço ganho da leveza que nalgum tempo me esqueci.
Amarei  a morte profunda e sentidamente para que possa amar a vida intensamente, amarei com todas as forças mesmo sendo ela que me tire quem mais amo... perceberei que não assinala qualquer fim.
Mais do que direi, escreverei que nem uma louca perturbada pelas páginas da vida que algum dia realizarei.

Sarah Moustafa 

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