terça-feira, 8 de outubro de 2013

In Vino Veritas









As minhas emoções são uma montanha russa estancada no ponto mais alto do seu cume, são carris travados e descarrilados, uma efervescência de água derramada no próprio lume.
A minha ansiedade é o grito tremendo que me evoca a vontade da liberdade, das asas largadas de qualquer sensação de saudade de qualquer magoa que me manche a sanidade...
Eu preciso do medo do assalto, da meia rasgada no percalço e um pouco de violência, um acréscimo de carência, uma doce indecência..que tudo se deite mas não durma ao meu lado.
Gosto de desafios e abismos, pessoas complicadas, estrelas inalcançadas, onde mergulho e trago a tona as réplicas desses sismos que me banham o corpo de alma acentuada.
Onde o que se desmorona impera e me reina o caos que me destila das mãos.
Onde um estalo seja um embalo e uma caricia, o trago amargo uma delicia, o mundo ao contrario onde os céus são da cor que eu quiser, onde dito que os meus ossos são linhagem de uma espécie inventada qualquer, onde sou a mulher que quero ser.
Raposa astuta ou matreira, a delicada e a rameira, a bela e a feia...
O que importa sou todas elas e não fazem ideia, quanto me adoram aquilo que me odeia.


Sarah Moustafa

1 comentário:

  1. Definitivamente, só podemos ser aquilo que somos! abraços

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