quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Tento .





Tento.
Tento obstruir o pensamento emocional e transforma-lo devidamente naquilo que por natureza ele devia de ser, espasmos coerentes e racionais.
E não estes derrames súbitos onde derreto-me, e a quem me acompanha, na fluidez de um entorno que se extravasa, que tem tudo menos qualquer tipo de lucidez. 
Quis tanto ser tão inteligente nos métodos académicos devidos e fui constantemente desviada por outros caminhos, sei muito sobre várias coisas e nada sobre tudo.
Disciplinar uma mente indisciplinada, regar uma psique alagada, submeter um processo frio naquilo que lhe escalda...não diria ser impossível mas indiferente.
É o gosto da súbita fagulha que pressente. 
A sensação de conhecer aquela pessoa á sete vidas, acreditar na voz das noites que transformam pesadelos em sonhos, sentir o momento exacto em que outra mente me contacta numa telepatia quase inata. 
É estranho, provoca o mais estrondoso cepticismo, eu sei.
A voz intuitiva não é repressiva. 
Não limita e nada nela grita que senão tambores no coração e o pulso batimento que vive além definição.
Tento. 
Tento equilibrar as disparidades que me consomem o senso e nada nele é comum.
 Absorve, recolhe, guarda informação e nada do arquivo move...
A cabeça é a soma de todos os menos e o coração...a cura de todos os venenos.
Tento não pensar mais, é exaustivo, mas logo de seguida não poderia sentir...
Então deixo de tentar, deixo de fugir da responsabilidade de me estruturar 
Tento mesmo, continuar.

Sarah Moustafa 

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