quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Garanto



Tu não me garantes nada
Eclodes como a incerteza
Relâmpago, vendaval
Da força destrutiva da natureza
Cai tanta chuva, resseca -me os lábios de sal
Caio electrificada
Porque me fazes tanto mal ?

Tu não me garantes nada
Rodas a chave , mantens me presa
Criminoso, Vilão
Desmascaras-me a beleza,
Caem -me peles , rebenta-me o coração
Asfixio isolada
Que outro pedaço de mim precisas , afinal ?

Tu não me garantes nada
Coroas-me rainha da maior tristeza
Incineras-me o corpo, anuncias o luto
Atiras me sobre a luxuosa mesa
Estremece-nos o mundo, abre-se em absoluto
Fazes questão de gritar que sou bem amada.
Olho-te de volta , uma e outra vez,
Como é que isto aconteceu ?

Estou á mercê do amor garantido ... de um animal .



E é reciproco .





Sarah Moustafa 


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