sábado, 8 de outubro de 2016

Bittersweet




São doces as metáforas que surgem liquefeitas , fugidias, num fundo dessa garrafa.
Bebes das minhas palavras, trazem-te o conforto vazio da glória que chega sempre tão atrasada.
Gota a Gota colmatam o destituído gosto de uma boca.
Ardem-te as paredes do estômago , estanca o sangue e sobe -te a cabeça , hum fome desgraçada...
Roda uma e outra vez a consciência do tempo que se perde , e se a tua ausência fizesse sentido , não seria tão amarga.
Vamos tentar  !
 Arde te o paladar de outro trago e insana coragem, agarras no telefone e o meu quase toca...
Páras!
Tropeças novamente no medo .
Rodeiam - te sombras " não sabes o que vês, não confies no que sentes " , o copo já está vazio e rendes-te ao vulto perfeito que dança no tecto.
Rastejas de volta ao que escrevo .
Já é um pouco tarde e nunca demasiado cedo.
Mas...

O Sol tantas vezes se põe ... como tantas vezes nasce.






Sarah Moustafa 

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