quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A última badalada



Sentes a pressão do tempo
Tic, Tac, Tic, Tac,
Corres, precisas de espaço
Quanto mais tentas respirar mais de falta a presença deste ar
Este , demasiado especifico ...
Que só se encontra nos recônditos espaços de quem se permite entregar
Não sabes porque lado ceder, cobarde
O teu orgulho são lâminas que nos separam sem nunca mais se poderem devolver .
Saber amar ?  Quem sabe ?
Só te queria encontrar a meio caminho e olhar te na profundidade do teu semblante nervoso
E garantir-te sem mover os meus lábios que está tudo bem, venhas como vieres
Sejas quem fores .
Que braço achas que precisas torcer?
Acabou, desisto, deito fora todas estas armas inúteis.
Como assim não sabes o que me dizer ?
Sou eu.
Tic, Tac, Tic, Tac
Ainda há tempo enquanto ainda é tempo.

Ainda estou na ponte á tua espera,
Não te atrases, Não demores .



Vais -me perder .





Sarah Moustafa 


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