segunda-feira, 8 de julho de 2013

Essência




Sou tão perdida por ser encontrada
Sou distante de qualquer alma desejada
Sou porto sem abrigo procurada
Sou o batel que parte na hora encantada

E o naufrágio que me convida
Á sobrevivência Afogada
Em marés de Guarida
Vazam um corpo
De escultura em água construída
Uma fonte imperecivel 
Molhadas Gotas de vida

Sou tão esfomeada 
De uma receita que não me é lembrada
E tão próxima do limite 
A um precipício voltada
E tão descrente da crença acreditada
E tão insatisfeita da satisfação insaciada
E  tão humana de uma força arrebatada
E alguém ordene que tudo isto é nada!


Sarah Moustafa

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