segunda-feira, 6 de maio de 2013

Sono



Vontade Sonolenta
É a vontade
Deveras
Que nos apoquenta
Não tem fibra 
De ser o que é
Sendo vontade febril
Aquela que não assenta
Que nos seus remoinhos 
A mesma inventa
Não
Esta tem sono
Letargia
Da sua forma no abandono
Está cansada do seu cansaço
Sufocada no seu abraço
De sono e passividade
Boceja a vontade
Suspirando a imobilidade
Gretada de impulsividade!


Sarah Moustafa

2 comentários:

  1. Gosto mesmo de ler teus versos, sempre têm algo novo sobre algo antigo: "Está cansada do seu cansaço"; sem mais, o que dizer da falta de esperança?

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  2. Realmente há momentos em que uma vontade cansada e de sonolento cansaço se apodera de nós...! E isso também cansa...!

    Um excelente poema, como sempre!

    Beijo

    Isa Lisboa
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