quinta-feira, 9 de maio de 2013

Pela Metade



Não foste a metade 
Inteira do que poderias ter sido
De Verdade
Foste dela tão pouco
Desataste a insanidade
Jogaste a carta do Louco
Partiste a Indocilidade
De uma aragem livre
De fatalidade
Foste o Fatal
Que marca todo
E qualquer Mortal
O sangue escorrido 
Na Lâmina de um Punhal
Foste nada do que poderias ter sido
Nos lábios deixados perecidos
Murchos empobrecidos
Pobres dos sonhos 
Que não foram consumidos
Mas arderam nas chamas 
De peso fundidos
Grilhões arrastados 
Pela metade que faltava
Á intimidade Embevecidos
Porque não foste inteiro
Na metade que poderias ter sido?

Sarah Moustafa

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