segunda-feira, 13 de maio de 2013

Deita...



Não sei que te dizer
Sendo que o digo na mesma
Sem te saber
Aos olhos que deito
No colo
Repousado feito
Sem saber como o faço
Sentido na mesma
O conforto do teu regaço
Não sei como te escrever
Escrevendo na mesma
O que entendo sem te entender
Dormindo sobre fugas
Fugidias 
Nas sombras das mesmas Luas
Escondidas Encontradas
No momento em que se fitam
Reclinadas
Não sei como explicar
Coisas que não se explicam
Na forma que tocam
Sem de facto se tocar
Mas os olhos Prostrados
Falam tanto
Que apenas lhes sigo
O tom em canto
Arrebatado
No Deslumbre Deitado
Que Deita
Mesmo sem Deitar
Que Fica
Mesmo sem Ficar
Aqui
....

Sarah Moustafa



3 comentários:

  1. Uma poesia que sabe bem o que sente...

    Beijo

    Adorei te descobrir.

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  2. Por vezes, não é necessário saber... basta deixar voar poemas tão belos como este para tudo dizer sem nada saber...
    Parabéns, Sarah!

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  3. As vezes é assim,apenas vem a inspiração e faz este lumiar que gera linda linda poesia e que esta nunca se ausente amiga.
    Linda construção poetica.
    Meu terno abraço.
    Bom vir e ler uma linda composição.
    Saudade daqui.

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