segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Parte e Todo




A mente adensa-se em nuvens de nebulosidade  indeterminada ao que se deseja fortemente focalizar em focos de ideias que não careçam sentido.
No desarrumo perde-se a orientação, mas encontra-se tanto ás esquecidas memórias, enterradas nas prateleiras dispostas, fixas sem cruzar o pátio das oportunidades.
Então se a mente em turbina amaina a sua celeridade e prontidão, o que espera ela de mim?
E se espera porque o faz? 
Porque se me depara com o caos aparente desprovido de utilidade?
Porque me faz andar num corredor de inimaginável extensão, perdida sem orientação a que recorrer?
O que quer me revelar?
Que de partes e sub partes de outras partes discriminadas, me perco em partículas do todo oceano em redor?
Que não vejo a totalidade que a capacidade comporta, que grita por revisão, descoberta, e até certa exploração?
Deverei confrontar me directamente com o pesadelo para flutuar verdadeiramente e enfim no Sonho?
A vida é ou seria assim divida num eixo perfeito, de luz e sombra, a que me entregar ou integrar?
A porta final do extenso caminho, entreabre-se em convite á entrada resistida, lá  moram todos os opositores conhecidos á personalidade parcialmente encarnada.
E se não for uma oposição mas um complemento, a peça que falta, o Sol que não Brilha, a chuva que não cessa?
E se for a parte final ao todo? 
E no todo, toda a minha parte?

Sarah Moustafa

1 comentário:

  1. Boa tarde, Sarah. Li as suas postagens, passei pelos poemas e gostei de tudo, por issso, fico aqui.
    Tenha uma semana de paz e beijos na alma.

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