quarta-feira, 31 de maio de 2017

?


Não percebo porque continuas,
apertar-me as mãos,
quando pensas que já estou a dormir ,
Ardiloso
Como quem ainda tem medo de me perder.
E ficar só no remoinho destas emoções ,
Achas que não te vejo no escuro?
Escondido por trás dos arbustos ,
Fantasma que atravessa as minhas paredes...
E percorre os meus braços 
com os seus dedos imperceptíveis ,
E alça da minha camisa de cetim,
cai da mesma maneira
como sempre a fizeste cair,
como uma pluma tão delicada
caricia fervorosa no meu ombro ,
descortinando ,
a subtil certeza de ti.
Não percebo porque te denuncias,
Mas não te revelas,
Porque não ficas de todo ,
nem vais embora 
por completo.
Porque não  consegues viver
comigo,
nem sem mim.
Enlouqueces,
e trazes-me o delírio
do mundo que criamos .
Como é que eu saio daqui ,
Como é que tu conseguiste sair?
Deixar-me ?

Mostra-me.





Sarah Moustafa

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