segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

De menina a mulher, de mulher sempre a menina.




Consegues dizer-me quantos presentes foram deixados no passado ?
Quantas pequenas coisas foram trazidas a este momento onde sem armadura, sem pele, sinto um misto de tudo, receita mágica de uma enorme dor que brinca aos ziguezagues e vai dando menção de um embrulho futuro.

Este amor maior.

Sabes, esta caminhada de menina carente a mulher empoderada , pensei que só se resolveria quando escolhesse um lado.
Quando demarcasse uma posição da figura que quero mostrar ao mundo.
COMO SE EU TIVESSE QUE SER ALGO DIFERENTE, ALGO MAIS, ALGO MELHOR, DO QUE INATAMENTE JÁ SOU.

Tola.

Quero ser sempre menina capaz de sonhar com a beleza que vê no mundo , que vê nos outros, continuar sempre alimentar um ideal de comunhão que injecta significado a tudo, não quero ter vergonha de me despir e dizer que preciso de ti.
Abraça-me.
Finge por um dia que isto chega , como nos fizeram sempre acreditar nas histórias de encantar.
Faz o conto de fadas ser real.
É real, está no meu coração.
Bombeia, expande , abre-se , que medo.... 
E aí volto a crescer segura na extensão de valor que sou portadora , não preciso de ninguém !
Não se regateia interesse , quem está está , quem não está , estivesse.
Tenho um mundo para conquistar , o cavalo pronto , desbravo terras , ajudo pessoas, sou divinamente acompanhada, tenho a minha própria voz e um furacão de mensagens promissoras para partilhar.
Não me escondo, não me envergonho, não me reduzo porque alguém não teve ..... um par de .... coragem para me escolher e todos os dias amar.
Para o diabo com isso.
Sei dar tanto prazer a mim mesma. 
Mantenho-me só, espíritos livres não se contentam.
Não se resignam .
Não se vendem !

Depois desço do pedestal e olho para todos os lados ,

Os afectos precisam de retribuição?
Preciso justificar  o que sinto apenas se sentires de volta ?

Largo daí a ideia, choro um bocadinho , ponho o meu melhor vestido e rodopio estrada a fora colhendo flores de todas as cores e feitios , umas deixam marcas ensanguentadas nas mãos, são demasiado selvagens, outras recebem-me com toda a suavidade.

Seja como for,

Vou entregá-las por toda a parte. 








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