segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Amo-te , Amo-te , Amo-te .




Continuamente acredito ainda que desespere
Na metamorfose , no desprendimento do que já não me serve
Entre entender esse processo e vivê-lo na pele...
Existe a distância de dois universos ás avessas
Eu sei que isto é para o teu melhor!
Afirma a cabeça
Dói de mais , não consigo, estou presa  a um filme de terror
Quero ficar onde estou !
Sangram as paredes atrofiadas do coração
A alma estende a ponte de encontro
Ironiza que não é uma coisa nem outra !
Mas que também só vou descobrir o que é 
Quando tiver a coragem de seguir o trilho destas pegadas
Exaspero, como? está tudo as escuras !
Professam " tem um pouco de fé "
Estou presa a um casulo de onde nunca mais renasço
Dispo peles, atravesso camadas
Estou demasiado exposta !
Esperneio, a camisa de forças aperta-me mais um pouco
Não quero, Não mereço, tirem-me daqui!
Grito, já não tenho voz
Choro, as lágrimas nunca mais secam
Os Deuses abandonaram-me
Deixaram de acreditar em mim ?
O Inferno fechou portões
Renegaram a Rainha das suas Sombras
O que é isto ?
O limbo, o purgatório?
Abro os braços ao que tenho de redimir
Fecho os olhos acedo a memórias
Em silêncio respondo com as mesmas
A esta penitência, doloroso interrogatório
Sou merecedora?
O que fiz?
O que me fizeram a mim?
Não sei o que perdoo 
Mas dizem continua a repetir,


Desculpa, Desculpa, Desculpa .

Amo-te, Amo-te, Amo-te.


Não te atrevas a desistir de ti . 







Sarah Moustafa

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