segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A minha massa não é cinzenta


Tanta informação nada de útil .
Rasga-se jornais, desliga-se a TV, modo offline.
Tanto conhecimento, tão pouca aprendizagem
Livros poeirentos, teorias há muitas, linguagem difícil de viver na prática
E tão mas tão chata...
Adormeço abraçada á possibilidade de uma mensagem que pareça certeira
Um conselho que não me faça de imediato arranjar forma de o contrariar
Bolas 
Uma parte de mim acredita em tudo
Outra desacredita sempre mais
Bipolaridade tramada
Talvez deva escrever mais sobre este meu charme
De ser professora que não quer ensinar ninguém
Ou aluna que rejeita a sabedoria dos antepassados
Escritora sem resmas de papéis ou um único livro publicado
Leitora que percebe a trama no inicio e nunca a persegue até ao fim.
Contesta provas e as páginas da história
E ainda assim continua a  procura 
Por tudo, tudo, tudo
Sabendo que o mais provável é encontrar Nada.
Ou acabo profeta ou acabo louca.


Idealmente um pouco dos dois .






Sarah Moustafa 


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