quarta-feira, 25 de julho de 2012

Os Opostos





Como é difícil integrar as energias opostas...O trabalho apresenta-se árduo e com uma necessidade de compromisso e de fidelização ás próprias energias divergentes que muitas vezes não conseguimos ter.
Não conseguimos ou simplesmente não queremos.
Apresenta-se demasiado intenso, demasiado fustigante, demasiado violento para o mar revolto das emoções que tentamos encobrir e refrear dos olhos alheios, aos quais não permitimos o mais pequeno vislumbre da fragilidade inerente a um ser humano que devotamente quer uma relação mas não a entrega.
A entrega parcial  é exactamente um dos maiores catalisadores das separações, que acontecem cedo demais e que nós próprios , tendo esta consciência, deixamos ir.... Deixamos ir... de uma forma inacabada, inexplicável, infiel aos nossos sentimentos que deixa nada mais do que um rasto de tristeza, decepção, amargura, revolta e raiva enlaçados no profundo vazio que nada nem ninguém consegue preencher.
Tal como cada ser tem a sua distinta impressão digital, cada pessoa que deixamos que toque fundo no nosso coração deixa uma forma de marca única, onde mais ninguém cabe , a não ser aquele mesmo que a executou.
Pior que a extinção de sentimentos são as diferenças irreconciliaveis pois neste caso o sentimento permanece tanto ou mais forte do que nunca, falta apenas a perseverança e determinação numa luta desenfreada dos pólos que tão terrivelmente se desejam e se repelem... Isto sim, é triste e devastador para as ambas as partes, que diariamente vivem com o peso e  responsabilidade da infelicidade que os próprios trouxeram para dentro das suas vidas.
Frustrante....


Sarah Moustafa

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