segunda-feira, 27 de março de 2017

Juro , encontrar-te-ei .



Ás vezes , a sede de sangue toma posse.
E quero matar-te com a mesma lâmina funda
com que me deixaste.
Quero ver as tuas entranhas e ter a confirmação
que elas estão totalmente podres.
Quero gritar de liberdade ,
sentindo a tua vida escorrer-me pelas mãos.
Quero que a raiva me cegue,
que rebente um escândalo,
porque só podes ser o vilão,
a terrível personagem,
o culpado de todo o mal...
Porque se és humano.
e também me amas,
e amando ainda assim
me destróis ,
não consigo
aguentar,
não sei porque ponta pegar ,
E a raiva cresce,
os tumores da tua doença
tornam-se meus,
Não és nada, mísero ,
pequena alma.
Mas sou eu que acabo.
Sou eu que me desfragmento...
Em mil cacos
No espelho onde não consegues te olhar .
Reza,
para que eu não descubra,
que isto é tudo uma grande mentira.
Que afinal,
sou eu a luz dos teus olhos
eterna menina.
Porque se sou,

Eu vou aos confins do inferno,
encontro-te,
demore o que demorar.
E desfaço-te  ,
no mesmo pó com que levaste todos os meus sonhos.
E respirarei de novo,
nas cinzas que caírem do teu nome,


Juro.






Sarah Moustafa


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