quarta-feira, 8 de março de 2017

Como um enigma dança e nunca se revela.


Dizem que quando chegares...o véu cairá.
Se calhar não deves dar nem mais um passo.
Tenho medo
 Grãos de areia que nesta ampulheta mágica, 
Se vão dissipando
E
De todos os tremores que a terra nesse dia trará.

Se calhar....

É melhor nunca saber.
Nunca ter a certeza absoluta,
Da sentença inegável ,
Desse destino,
Que inebria metade desta humanidade,
e destroça outra

Na procura do mistério do que é de facto,

o Amor.

Toda a plenitude da existência ,
O sentido, o antídoto , a ressurreição...

Numa única palavra. 

E ainda assim tão perto chegamos, senão apenas
 A visão da silhueta dançante,
Inatingível  ,
No manto por onde nos entre olhamos ,
Tanto fascínio !
Goles de agonia !

Pelo segredo que o Universo

Em páginas de expressão cósmica, vela.

Por tantos milénios.







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