sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

São as horas que quiseres... no tempo que não trouxeres.


E Senão existir distinção entre a vida ou a morte?
Se esta fronteira vil, apenas separa almas na ilusão de um tempo
Que ainda que valioso, não preserva ou ajuda ...
Não cura,  não necessariamente nos amadurece
não nos faz aproveitar nada...
Nunca  dá o soro da felicidade por inteiro, 
Corremos maratonas á procura do próximo grande momento
Píncaros, altos e baixos, adrenalina 
queda livre, um orgasmo ...
Um ano de celibato!
E nada chega ...
Para te satisfazer, para te aplacar os medos
E terríveis anseios , que por trás da máscara feliz
De malabarista e palhacinho, se esconde
um sorriso esborratado , quase sem vida própria
Tão triste, esmorecendo enquanto o tempo passa
Porque o tempo dita como as coisas são
Os Deuses têm a mão maior
Nunca os homens e a as suas invenções,
Não temos coragem, de sermos um todo
Criamos varinhas de condão
E toda a humanidade está dopada
Neste feitiço das horas, 
E dos ponteiros que não mexem porque não querem
Ou não param, porque não se atrevem.
E agora perdemo-nos! Onde deixamos a pedra filosofal?
Ainda sabemos encontrar de volta o caminho a casa, onde está o coração ?
Estende o mapa, caça ao tesouro !
A minha alma ainda está viva num grão de areia,
dourado neste imenso deserto...
Existe ali,
Existe aqui,
Gota no oceano,
Mera estrela de tanto universo !
E tu dizes-me que o quê acabou?
Que quem te deixou?
Por debaixo das tuas peles,
está o mundo do impossível e do intemporal ,
está o que sobrevive a quinhentas encarnações
Os poetas, os músicos, os visionários
foram sempre apedrejados e chamados de tolos
Passados tantos séculos,
" E o tempo que tudo apaga, "

Continuam a espalhar a mensagem ,

Que amar é a única tragédia que suplanta a nossa mortalidade.


Não é isso que todos queremos? 
Continuarmos na corrente da existência, depois de já não sermos senão pó ?

Então...


Por favor, tornemo-nos em carne ainda, todos eternos !








Sarah Moustafa 







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